Feeds:
Posts
Comentários

Archive for novembro \29\UTC 2011

 A seguir, pode ser conferida a lista dos membros da Comissão Julgadora do concurso de contos “O espírito do Natal em Evidência”.

Os contos já foram avaliados e selecionados!

Os nomes dos três finalistas e os contos na íntegra serão divulgados em breve.

COMISSÃO JULGADORA

Amaro Flores Castilhos – Escritor e presidente do Clube Literário de Cachoeirinha.

Camila Neves Guimarães – Assistente de Redação da Revista Evidência e graduanda em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Cimara Valim de Melo – Professora, crítica literária, Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Coordenadora de Ensino no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Canoas e colaboradora da seção cultural Arte é… da Revista Evidência.

Emilena Denicol Ramos – Professora, formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Coordenadora do Departamento Literário da Fundação Municipal de Arte e Cultura, cujo principal projeto desenvolvido é a Feira do Livro de Gravataí.

Eunice Carolina Ohlweiler de Oliveira – Diretora do Colégio Cenecista Nossa Senhora dos Anjos (GENSA) e da Faculdade Cenecista Nossa Senhora dos Anjos (FACENSA), graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com especialização em Psicopedagogia pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Getúlio Xavier Osorio – Diretor do Museu Agostinho Marta, graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Ir. Jane Terezinha Segaspini – Diretora do Colégio Dom Feliciano, pós-graduada em Administração Escolar e graduada em Psicologia e Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Luci Vera Soprana Goulart – Coordenadora de Curso do Colégio Dom Feliciano, pós-graduada em Língua Portuguesa e graduada Letras – Português e Literatura Brasileira pela Faculdade Porto-Alegrense (FAPA).

Luiz Henrique Saltiel – Diretor e editor da Revista Evidência.

Maria Izabel Moreira – Escritora e presidente do Clube Literário de Gravataí.

Maria Janete Schereiber do Nascimento – Professora de Português e Literatura Brasileira, graduada em Letras – Português e Literaturas da Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Marione Rheinheimer – Professora universitária, Mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Coordenadora do Curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) – Campus Gravataí.

Paulo Bentancur – Escritor, crítico literário, redator e jornalista, além de patrono da Feira do Livro de Cachoeirinha em 2011.

 

Read Full Post »

Para os gaúchos apreciadores de MPB, nada melhor do que a presença de um verdadeiro mito do cancioneiro nacional na capital gaúcha. Com fôlego estético, Chico Buarque apresenta ao público fiel o álbum Chico, composto por canções repletas de sonoridade, romantismo e qualidade linguístico-composicional. Como se não bastasse, encontramos no mais recente álbum parcerias memoráveis, como as realizadas com João Bosco e Ivan Lins.

Formado por canções de Chico e por uma seleta coletânea de sua lendária trajetória musical, o show,  que ocorrerá em duas edições, nos dias 28 e 29 de novembro próximos, é parte da turnê “Chico” 2011/2012, cuja estreia se deu em Belo Horizonte no início do mês. Depois da passagem por Porto Alegre, Chico será recebido em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

O quê? Show da turnê “Chico”, com Chico Buarque.

Onde? Teatro do Sesi, em Porto Alegre/RS.
Quando? Dias 28 e 29, 30 de novembro e 1° de dezembro de 2011, às 21h.

Também haverá um show no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo, dia 02 de dezembro, sexta-feira.

Vale a pena conferir abaixo o making-off dos ensaios para a referida turnê:

A seguir, a bela letra-poema da canção, “Essa pequena”, do álbum Chico:

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena

Para mais informações sobre canções do novo álbum e outros vídeos de Chico Buarque, consulte o site http://www.chicobastidores.com.br/.

Detalhe: pelo link acima, é possível conferir, até mesmo, a versão digitalizada dos manuscritos de cada letra de Chico.

Read Full Post »

Chegado o final do prazo de inscrições para o Concurso de Contos “O espírito do Natal em Evidência”,é hora da expectativa pela divulgação dos contos premiados.

Contos que falam de amor e morte, guerra e paz, felicidade e tristeza, solidão e companheirismo… Contos que emocionam por sua delicadeza e simplicidade…  É chegado o momento de a Comissão Julgadora realizar a maravilhosa tarefa da leitura e, ao mesmo tempo, a difícil tarefa da avaliação dos contos inscritos.

Foram dezenas de contos… Serão três os escolhidos!

Aguarde a edição de dezembro, que revelará os três premiados e publicará o conto vencedor! Em breve, divulgaremos os integrantes da Comissão Julgadora e, em dezembro, os três contos finalistas também serão publicados em nosso blog!

Fique atento(a)!

A seguir, deixamos como sugestão de leitura o maravilhoso conto “A menina dos fósforos”, de Hans Christian Andersen, para que todos já possam preencher seus corações com o melhor do espírito natalino que emana da literatura.

A menina dos fósforos

Hans Christian Andersen

            Era véspera de Ano Bom. Fazia um frio intenso; já estava escurecendo e caía neve. Mas, a despeito de todo o frio, da neve e da noite que caía rapidamente, uma criança, uma menina, descalça e de cabeça descoberta, vagava pelas ruas. É certo que estava calçada quando saiu de casa; mas as chinelas eram muito grandes, pois que a mãe as usara, e escaparam-lhe dos pezinhos gelados, quando atravessava correndo uma rua, para fugir de dois carros que vinham a toda a brida. Não pôde achar um dos chinelos e o outro apanhou-o um rapazinho, que saiu correndo e declarando que aquilo ia servir de berço aos seus filhos, quando os tivesse.

            Continuou, pois, a menina a andar, agora com os pés nus e gelados. Levava no avental velhinho uma porção de pacotes de fósforos e tinha na mão uma caixinha: não conseguira vender uma só em todo o dia, e ninguém lhe dera esmola – nem um só vintém. Assim, morta de fome e frio, ia se arrastando penosamente, vencida pelo cansaço e o desânimo – a estátua viva da miséria.

            Os flocos de neve caíam pesados, sobre os lindos cachos louros que lhe emolduravam graciosamente o rosto; mas a menina nem dava por isso. Via, pelas janelas das casas, as luzes que brilhavam lá dentro; vagava na rua um cheiro bom de pato assado – era a véspera do Ano Bom – isso sim, não o esquecia ela. Achou um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou-se ali, com os pés encolhidos para abrigá-los ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio. Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha de fósforos, e não ganhara um vintém; era certo que levaria algumas lambadas. Além disso, lá fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do telhado, e por ele entrava uivando o vento, apesar dos trapos e das palhas que lhe tinham vedado as enormes frestas.

            Tinha as mãozinhas tão geladas… Estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósforos pequeninos, sentiria algum calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lo na parece para acendê-lo… Ritch!… Como estalou, e faiscou, antes de pegar fogo!

            Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela, quando ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita, aquela! Pareceu-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ia estendendo os pés enregelados para aquecê-los e… Crac! Apagou-se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via agora a parede escura e fria.

            Riscou outro. Onde batia a sua luz, a parede tornava-se transparente como a gaze, e ela viam tudo lá dentro da sala. Estava posta a mesa, e sobre a toalha alvíssima via-se, fumegando entre toda aquela porcelana tão fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas. Mas o melhor de tudo foi que o pato saltou do prato e, com a faca ainda cravada nas costas, foi indo pelo soalho direto à menina que estava com tanta fome, e…

            Mas – que foi aquilo? No mesmo instante acabou-se o fósforo, e ela tornou a ver somente a parede nua e fria, na noite escura. Riscou outro fósforo, e àquela luz resplandecente, viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Oh! Era muito maior, e mais ricamente decorada do que aquela que vira, naquele Natal, ao espiar pela porta de vidro da casa do negociante rico. Entre os galhos brilhavam milhares de velinhas; e estampas coloridas, como as que via nas vitrinas das lojas, olhavam para ela. A criança estendeu os braços, diante de tantos esplendores, e então, então… Apagou-se o fósforo. Todas as luzinhas de natal foram subindo, subindo, mais alto, cada vez mais alto, e de repente ela viu que eram estrelas, que cintilavam no céu. Mas uma caiu lá de cima, deixando uma esteira de poeira luminosa no caminho.

            – Morreu alguém – disse a criança. Porque sua avó, a única pessoa que a amara no mundo, e que estava morta, lhe dizia sempre que quando uma estrela desce, é que uma alma subiu para o céu. Agora ela acedeu outro fósforo; e desta vez foi a avó que lhe apareceu, a sua boa vovó, sorridente e luminosa, no esplendor da luz.

            – Vovó! – gritou a pobre menina – Leva-me contigo… Já sei que quando o fósforo se apagar, tu vais desaparecer, como se sumiram a estufa quente, e o rico pato assado, e a linda árvore de Natal!

            E a coitadinha pôs-se a riscar na parede todos os fósforos da caixa, para que a avó não se desvanecesse. E eles ardiam com tamanho brilho, que parecia dia, e nunca ela vira a vovó tão alta, nem tão bela! E ela tomou a neta nos braços, e voaram ambas, em um halo de luz e de alegria, mais alto, e mais alto, e mais longe… Longe da terra, para um lugar lá em cima onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo, porque elas estavam agora com Deus.

            A luz fria da madrugada achou a menina sentada no canto, entre as casas, com as faces coradas e um sorriso de beatitude. Morta. Morta de frio, na última noite do ano velho. A luz do Ano Bom iluminou o pequenino corpo, ainda sentado no canto, com a mão cheia de fósforos queimados.

            – Sem dúvida ela quis aquecer-se – diziam.

            Mas… Ninguém soube das lindas visões, que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos, nem em que halo tinha entrado com a avó nas glórias do Ano Novo.

Read Full Post »