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Archive for março \29\UTC 2012

Desenhar é como escrever. A princípio parece impossível, mas logo os desenhos surgem com a mesma facilidade que a letra.

Van Gogh

Neste mês, a seção Arte é… esteve direcionada à arte pictórica, através do olhar artístico de Vicent van Gogh. O trabalho realizado pelo mestre holandês no universo das artes plásticas projetou-o como um dos principais expoentes da pintura ocidental do século XIX.

A análise detalhada da vida e da obra de Van Gogh só é possível porque o artista registrou em centenas de cartas – mais de seiscentas – suas confissões.

Os escritos, que mencionavam autores e artistas preferidos, leituras e experiências culturais, eram acompanhados por desenhos, o que torna esse material epistolar matéria essencial para a compreensão de seu legado artístico. Ente cartas e pincéis, vem à tona uma obra fascinante, repleta de luzes, silêncios e indagações. Uma obra embasada na simplicidade dos objetos, das pessoas e da paisagem, mas que contém complexo trabalho pictórico. Uma obra que não cessa de pedir aos seus espectadores/leitores a chave para a compreensão dos mistérios subjacentes à experiência pictórica.

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A seção Arte é… da Revista Evidência conta, em 2012, com mais dois integrantes: Eduardo Pereira Machado e Elen Karoline Melo de Oliveira.

Em sua matéria de estreia, Eduardo nos fala sobre a literatura grega e, em especial, sobre as produções de um dos maiores tragediógrafos da Grécia Antiga, Eurípides.

Eurípides viveu grande parte da vida em Atenas e iniciou sua carreira artística na pintura e na música, passando posteriormente para  a literatura dramática. Uma de suas obras mais célebres é o clássico Medeia, texto que influenciou inúmeros escritores da posteridade, a exemplo de Chico Buarque e Paulo Fontes, que se inspiraram no enredo de Medeia para a elaboração da peça teatral Gota d’água.

Fica aí a sugestão de leitura!

Refletir sobre as tragédias gregas é, portanto – de certo modo -, refletir sobre nossas próprias ações, nosso presente e, acima de tudo, nossa condição humana. Amor, ódio, traição, morte são temas incontestavelmente universais independente da época e e da classe social de que procedem. Nesse sentido, Eurípides, através de seus personagens, retratou esses tantos outros sentimentos e ações de forma extraordinária, a ponto de ser definido por Aristóteles como “o mais trágico dos poetas”.

Eduardo Pereira Machado

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